segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tá trabalhando?



“Na vida, muitas pessoas sabem o que fazer, mas poucas delas realmente fazem o que sabem. Saber não é suficiente. Você precisa agir.” Anthonny Robbins

“Vamos às atividades do dia: lavar os copos, contar os corpos e sorrir.” Criolo

Fé, coragem e uma pitada de sorte... só pode.

O cenário está chato, caótico, alarmante e o inconformismo está entre os dedos, na roda de bar, dentro do ônibus, no copo de cerveja. A pergunta acaba sendo a mesma: tá trabalhando?!
O problema não está em trabalhar, mas trabalhar com aquilo que a gente gosta e ganhar aquilo que se merece. E quem disse que todo mundo tem que trabalhar com aquilo que gosta e ganhar o que precisa?! Climão.

Entrevistas têm alto teor de chatice e algumas atitudes são inadmissíveis por parte dos recrutadores como não responder um e-mail; não ligar para dar uma resposta positiva ou negativa; enrolar por semanas um processo seletivo; não mencionar numa entrevista o salário e exigir a maldita experiência! Me explica como é que você nasce pronto e vai se gastando contrariando a lógica de que nascemos não prontos e vamos nos fazendo?

Sem contar a ansiedade da geração Y. A falta de paciência e humildade sabota qualquer carreira. A ascensão tem que ser imediata, do contrário não vale a pena. Em contrapartida saber não é mais suficiente, um currículo bem formatado em courier new com cursos bonitos, um visual descolado, certa ambição, talvez talento. A fórmula precisa ter o valor de X, mágica, quem sabe sorte.

Não basta trabalhar porque precisa, tem que trabalhar com o que gosta, ganhar bem e ser bem sucedido. Mas aos poucos a gente chega lá. De alguma maneira.

Enquanto isso, o cotidiano parece um eterno 7x1 e você só queria dar alegria ao seu povo. QUE CLIMA CHATO!


domingo, 3 de agosto de 2014

Cacau Show



“Eu não tenho carro, não tenho teto
E se ficar comigo é porque gosta

Do meu rá rá rá rá rá rá rá lepo lepo” Psirico


Na época essa música fez tanto sentido...

Quando me lembro de Cacau, só vêm fragmentos do episódio no qual ela trajava um styling pra lá de escândalo: calça jeans cós baixo com calcinha vermelha fio dental aparecendo, e cropped rosa shocking. Climão!

Eu já não sabia mais pra onde correr, até que conheci Cacau. Ela tinha anunciado uma vaga no seu apartamento para dividir. Deslumbrada pela localização do prédio, topei na hora, sem ao menos ter visto a estante de mogno que tinha vida própria no meu futuro quarto. Era pra ser eu e mais duas no apartamento, mas quando cheguei lá, era eu e mais 4, fora as amigas das respectivas que circulavam lá o tempo todo, que chato.

A garantia do quarto dependia do pagamento adiantado do aluguel e no desespero, você paga. No dia da “mudança” Cacau não atendeu ao telefone, não respondeu SMS nem zap zap. Eu não tinha chave da portaria, nem do apartamento e o interfone não funcionava. O climão era extreme, e na porta do apê, Gigi, a segunda moradora não queria me deixar entrar, alegando que eu faria muito barulho, afinal o prédio não tinha elevador e o sindico era chato. Gigi não teve escolha e eu me mudei. Naquela noite, enquanto ajeitava as coisas, Cacau chegou com seu namorado, os dois de pileque e ela querendo socializar. Não tinha como socializar. Ela não tinha tirado cópia das chaves; a geladeira estava lotada e não cabia nem uma maçã; aquela estante de mogno no meu quarto me olhando; o apê era muito quente; todos os ralos entupidos – sim, entupidos e não existe coisa mais chata quando todos os ralos de uma casa estão entupidos e a água começa a voltar e você não consegue ficar mais de 2 minutos no banho.

No domingo, eu fiquei trancada no apartamento. Cacau saiu cedo e as outras também. Só então me dei conta da cilada. No Google achei um chaveiro 24h que poderia me salvar naquele dia ensolarado. O chaveiro era o sindico do prédio e começou a fazer inúmeras perguntas. Então, ele foi logo contando todos os podres da república do 09. Eram histórias altamente absurdas. Climão.

Na segunda-feira, às 6 da manhã patifaria na porta. Cacau com a sua chave quebrada, fazia o maior bafafá pra entrar. Sobrou pra mim. Quando abri a porta, ela estava apenas com uma blusa de moletom e sandálias na mão, querendo brigar e saber por que a porta estava trancada. Deixei-a falando sozinha e voltei pra cama; às 6 horas da manhã ninguém conversa comigo.

Bom, eu resolvi sair de lá antes que a coisa piorasse. Se eu já estava louca em apenas 3 dias, imagina em 30? Seria uma fuga perfeita se Cacau não chegasse bem na hora. Eu e João descíamos malas e malas pelas escadas e Cacau enlouquecida, querendo satisfação, fazendo ameaças diversificadas. Acredito que vale tudo pra vencer na vida, mas morar naquele apê... não era o caso.

Eu quis a grana de volta, claro, e fui atrás dela naquela fatídica semana. O barraco aconteceu e foi um show super deselegante. Ela jogou o mega hair ao vento e disse que não devolveria um centavo sequer e... beijinho no ombro. Que clima chato!  

domingo, 22 de junho de 2014

ciúmes de você




Não sei qual fase chata da sua vida é a pior de superar:

 (    ) Solteiro, garanhão, louco para amar

 (    ) Namorando mil anos à beira do altar


Climão!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

DE NOVO



Encontrei o amor da minha vida, de novo.

Estou solteiro, de novo.

Descolei um emprego, de novo.

Estou desempregado, de novo.

Voltei pra academia, de novo.

Larguei a academia, de novo.

Mudei de cidade, de novo.

Voltei pra casa, de novo.

Refiz todos os planos, de novo.

Por uma vida com mais “primeira vez” ao invés de outra vez.

Por uma vida com mais emoção e menos climão, de novo.

terça-feira, 29 de abril de 2014

sem dose


  Eu gostaria de ir, você vir, um revival, trivial.
  Sua voz lenta e leve com palavras soltas.
  Não sei a fórmula, nem que horas são, fumaça, climão.

  Roubei a receita e me perdoe, mas eu quero 100 doses de você     por dia. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Do carnaval não passa, passou



“O que mexe com a libido das mulheres não é a beleza física, e sim a inteligência. Tanto que revista de homem nu, só vende para gays.” Pedro Bial.

Ele é super viajado, cult, cool, conversa sobre tudo, todos e tem um jeitinho arrogante adorável. E o mais engraçado: eles não têm nada a ver um com o outro.

Jenny me ligou contando sobre o cara que ela tinha conhecido numa trip adventure. Legal, não fosse ele ser mais uma paixão platônica da tal. Sim, eles viraram só amigos. No entanto, ela bolou vários planos pra tentar conquistar o moço, todos sem sucesso, até que chegou o Carnaval: climão.

O Carnaval aflora, expressa e fortalece, mas quando o universo conspira contra, não há santo, forró, café ou biquíni que ajude. Depois de uma longa caminhada, mergulhos em praia deserta, café americano, Jenny bolava sua última EXTREME cartada final. Estava decidida: do Carnaval não passava. Todo mundo foi dormir, pra cair no rolê depois. Era o penúltimo dia da viagem e ela finalmente conseguiu ficar à sós e dividir uma rede. Rede é zem, soa romance e faz bem. Daria tudo certo, não fosse ele ser tão bom de papo e uma amiga acordar e gritar: Jenny, cadê você? QUE CLIMA CHATO!

Não bastando o fracasso, Jenny teve que andar KILÔMETROS à noite com o grupo de amigos, não comeu batata frita, não dançou forró e ainda teve que aguentar inúmeras afrontas na mesa do bar por não querer passear às 2 horas da manhã. No mais, a trip foi irada. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

art.157



“Hoje eu sou ladrão, artigo 157
As cachorra me amam
Os playboy se derretem.” Racionais Mc’s

Em São Paulo, o rolê foi assim: da Augusta ao Brás, movimentada 25 de Março ao Bom Retiro e nada aconteceu. Nenhum olhar torto ou vestígio de violência e fui assaltada logo aqui, que clima chato.

Cheguei de viagem e fui direto para o apto do Tiago contar as novidades. Papo vai, papo vem, resolvi ir embora, era tarde. “Poxa Tiago, eu moro ali na outra quadra, me acompanha até lá?”. Nada. Tive que ir sozinha mesmo.

No caminho, rua deserta. De repente, um sujeito cruzou a esquina, pensei: sujou. O rapaz apertou o passo e veio na minha direção, logo, sacou a arma e disse pra passar tudo.

- Bruninho, é você????

Sim, passaria tudo para o assaltante, não fosse ele o Bruninho, meu colega do ensino médio, ali, na marginalidade, CLIMÃO. Mas burrice minha, reconhecer o bandido. Despedi-me da vida naquele momento. Ele ia me apagar, afinal, eu sabia quem ele era. Pedi perdão por todos os pecados, mas tentei ganhar tempo, vai que...

“Bruninho, o que aconteceu com você? Como veio parar aqui? Você precisa ter fé, acreditar em Deus. Você é um cara tão inteligente!” Um pastor baixou em mim naquela hora, então ele contou que estava naquela situação por necessidade, muita droga e confusão. Resolvi entregar a bolsa e falei pra ele pegar o que quisesse. Brunino me deu um abraço, estava feliz em me ver, falou pra eu ir em paz e finalizou: “Não quero nada teu mina, tô ligado que você é correria”.

- É nóis Bruninho, vida loka! Respondi.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Tudo ou nada



Em todos os sentidos, tipo roleta russa!

"Ninguém tem culpa de não saber o que quer da vida." Disse o amigo no rolê da madrugada.

"Se arrependeu, então vai de novo e aproveita que em alguns momentos da vida, a gente pode sim, voltar atrás." Disse a paulista no Bar da Produção.

"E assim estamos juntos, um do outro, lado do outro." Dizia o bilhete do Antonio.

"Vai ficar por quanto tempo? Preparo um café ou a minha vida?" Anônimo.

Da primeira vez,quando aqui cheguei, havia muitos desafios, eu não sabia de nada, no entanto, cheia de convicções, apreciando um bule de café preto, forte e amargo, sem estar afim de viver outra vida, nessa vida . Cansei e abandonei tudo! No retorno apoteótico, vi na bagagem o dobro de desafios, incertezas, sabia menos ainda de coisa nenhuma e mal conseguia carregar tudo isso, sozinha. A reprovação, as perguntas... que clima chato. Muitas perguntas e zero de resposta. CLIMÃO! O que eu queria ter explicado é que eu nunca desisti, eu só tinha dado um tempo.

Então resolvi vir e ver de perto, onde errei, se errei... ou se erraram comigo. Embora, cercada de perguntas chatas e inconvenientes, ao invés de exclamações positivas e saudosas, o saldo é doce com dias quentes e nada de chato, juro.

O motivo que me trouxe pode ser o mesmo que me faça partir – de novo, então, roubo as palavras que li por aí, pra gente se acalmar: "Mas para a vida inteira é muito tempo. Faz assim, vamos tentar até amanhã e depois até segunda, e deixa a vontade mostrar até quando eu fico." – nesse lugar.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Esse ano eu prometo que...



E daí parece que o ano que se inicia é motivo pra gente renovar, acreditar, apostar e prometer. Eu gosto disso, mas acho chato.

Na trip super adventure, lá no alto, o farol clareou aquela imensidão de mar e entre fogos, estouros de champagne e drinks baratos, que fazem nossa alegria facilmente eu não conseguia nem sequer prometer e me comprometer com alguma coisa que não fosse você. Foi um instante tão comemorativo e reflexivo, tomado por abraços, saudações e aquela sensação de que faltava algo.

Eu queria prometer tanta coisa! Ser menos impulsiva e parar de fumar, por exemplo. Ter foco e ser menos arrogante. Comprar aquele carro possante e usar grife manequim 36. Mas nada consegui. Foi aquele aperto no peito, uma saudade sem fim. Falta daquele abraço frouxo e tímido. Daquele sorriso incomparável. Do senso de humor hilariante. Do timbre da sua voz indiscutivelmente meigo. Esse jeito tão conquistador e charmoso. O “eu te amo” que eu não disse e não digo. E o celular não tocou, nem vibrou, nem nada. CLIMãO!

Então eu pensei que se ao menos eu tivesse você, o que viesse na sequencia, seria apenas brinde da vida. Depois eu esqueci.


Sem reciprocidades, mágoas ou climas chatos, esse ano eu prometo que vou atear fogo em todas as suas fotos, essa paixão farei oferenda e que tudo volte para Iemanjá. Ouvindo David Bowie – Modern Love é a nossa cara, eu vou esquecer. Se não: But I try, I try”.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ex-melhor amigo é amigo morto




“Ele terminou comigo e eu nem sei por quê!”. Disse a outra.

Não, eu não estou falando desses romances frívolos e chatos. Desses amores falsos. Desse “eu te amo” da boca pra fora. Eu estou falando de algo maior e incalculável. De algo pra vida toda. Amizade. Ah, essa tal de amizade!

Foram anos de companheirismo – em partes e de ambas as partes, de risadas, choros e velas. De bons e maus bocados. Do Rivotril ao Absolut Vodka Peppers. Foi na riqueza e no desemprego. No entusiasmo e na preguiça.E se tem alguém que pode dizer quem ela é, na essência, esse alguém é ele.

São histórias, muitas histórias pra contar e confesso que ele tentou se livrar dela muitas vezes. Não foi um mar de rosas e por coisas especificamente bobas, eles já brigaram feio. Mas eles sempre voltaram. Ele sempre segurou a onda e também deixou a onda levar.

Mas amizade não se entende e não se faz, porque amigos se reconhecem e eu acredito nesse círculo natural das coisas. Mas ele terminou e deixou pra lá. Climão.
Como é que se termina uma amizade? Amigos não terminam, oras.
Ele faz muita falta. E agora a vida é um tanto chata.
Ela reclama, esperneia e não se conforma. Mas por quê?

E como amizade não se implora, eu só digo uma coisa: ex-melhor amigo é amigo morto.

Ficar junto até tudo enrugar, até ser velho e gaga: assim que tinha que ser!


Mas de tudo e do todo, sobrou apenas o sorriso estreito e um imenso, imenso clima chato.




quarta-feira, 27 de novembro de 2013